2212

Prefeitura Municipal de Esplanada

Pular para o conteúdo

Visão Geral

Visão Geral

Bandeira Bandeira do Município
Brasão Brasão do Município
  • Aniversário: 23 de junho
  • Fundação: 23 de junho de 1931
  • Padroeiro (a): Nossa Senhora da Piedade
  • Gentílio:Esplanadense
  • Cep: 48370-000
  • População: 36882 (estimativa)
  • Prefeito (a): (PRB)
    2017 - 2020

Geografia

Área: 1.297,978 km²;
Densidade: 27,68 hab./km².

Clima

Tropical.

História

No início do século XIX, desbravadores portugueses, em busca de ouro e pedras preciosas se embrenhavam pelos sertões destruindo matas virgens, dizimando e escravizando índios e dando origem à formação de novos povoados. Atraídos pela fertilidade das terras se fixaram na região da então comunidade de Senhora Madre e Itapicuru da Praia, atual cidade do Conde. Ali formaram o Arraial do Timbó com mão de obra escrava e indígena, surgindo assim à aristocracia agrária de Conde.

Segundo os dados do Censo de 1995 (primeiro realizado na Bahia), o município de Esplanada teve origem desse arraial que pertencia ao município de Conde, Timbó, economicamente beneficiado com o advento da estrada de ferro BAHIA-SÃO FRANCISCO, antiga Viação Férrea, hoje Viação Férrea Leste Brasileiro. A referida rodovia se estenderia no trecho Timbó – Alagoinhas.

A partir do ano de 1860, quando se deu início à construção da estrada de ferro, grande números de pessoas se deslocaram e se instalaram no arraial favorecendo o seu desenvolvimento. Em 1886, chega ao Timbó o Coronel Augusto Ribeiro Guimarães, procedente da cidade de Estância – SE. Nessa época a locação da estrada chega a 5 km, sendo construídos galpões e almoxarifado para guardar o material. Um ano após, os operários descobriram um minadouro, a 360 m do canteiro de obras, que deu motivo a um engenheiro edificar ali a estação do Timbó.

Um garimpeiro construiu a primeira casa e a Companhia fez outra que abrigaria o agente e o telegrafista da estação. Várias pessoas se deslocaram do Conde para o local onde foi construída a estação. Uma família ergueu uma pequena capela e muitas casinhas surgiram em torno da mesma. Foi construído um grande depósito junto à estação, destinado à guarda de mercadorias e um vira-mundo para mudar as máquinas do trem de posição para o retorno. Em 1890, outras casas foram construídas e diversas famílias vieram residir no povoado.

Por volta de 1901, Monsenhor Zacarias Luz, a procura de saúde, chega ao local da construção da estação para conhecê-lo. No ano seguinte conseguiu que o arcebispo o nomeasse pároco da cidade vizinha, Aporá, e passou a residir no povoado de Esplanada. Logo fundou uma escola, organizou uma filarmônica com os alunos e deu início a um teatrinho que, anos depois, se tornou o Grêmio da Igreja matriz. Nomeado vigário do povoado, celebrou a primeira comunhão das crianças de Esplanada e do Timbó, instalou o Apostolado da Oração, a Pia das Filhas de Maria e abriu o abrigo de Santo Antonio do Timbó.

No período de 1904 a 1908, os frades Capuchinhos, em missão catequética na região, se instalam e começam a construir o convento que tinha por objetivo ministrar o princípio da doutrina cristã, bem como abrigar os frades idosos e doentes. Conta-se que um deles, mais precisamente no ano de 1889, em passagem pelo arraial e tendo se demorado alguns dias, maravilhado com a localidade, afirmou: “Essa localidade é uma verdadeira esplanada”. Daí a origem do nome do município.

Quando o convento foi inaugurado, em 1908, foi criada definitivamente a paróquia de Esplanada acrescida à de Aporá. No ano de 1909, por causa da estrada de ferro, autoridades, negociantes e cartórios de justiça mudaram-se do Conde para Esplanada e com eles, muitas famílias também fixaram residência no arraial fugindo dos conflitos provenientes da guerra de Canudos. No ano seguinte, 1910, chega a Esplanada o primeiro frade doente, para o hospício (Convento), recém vindo da Itália. Era frei José de Monsano. Em 1917, ele adquiriu terreno e prédio e fundou a Escola Marista, que começou a funcionar em 1924 fazendo um grande bem à comunidade, entretanto por várias dificuldades não se manteve, vindo a fechar. Hoje o prédio é Patrimônio do Convento.

Crescera o efetivo populacional do arraial e já era significativo o seu desenvolvimento. Desse modo, em 10 de julho de 1912, o governo elevou-o à categoria de vila e transferiu a sede do município de Conde para a então Vila de Esplanada, pela Lei Estadual n° 889. Foram criados os Distritos e o Município. Naquela época era município único, formado pelos Distritos de Esplanada (sede), Conde e Palame. No ano de 1921, Esplanada recebeu os foros de cidade, mas continuou como distrito do Conde embora permanecesse como sede deste município (Conde).

O Arraial de Esplanada foi convertido em cidade pelo Decreto Estadual n° 7.455, em 23 de junho de 1931. Em 8 de julho do mesmo ano, através do Decreto 7.479, foi anexado ao seu território o Município de Vila Rica e criada uma subprefeitura, denominada intendência, na antiga Vila do Conde, tendo como intendente o Dr. Virgílio Serra. Sendo que em 1932, desapareceu a denominação intendência que passou a chamar-se prefeitura, por conseguinte e o intendente, prefeito.

Em 1935 foi restaurado o município de Conde, que se desvinculou da Vila de Esplanada e está na condição de mais novo município passa a se formar pelos Distritos de Esplanada (sede), Palame e São José do Mocambo, composição esta que vigora ainda hoje.

Desde então Esplanada vem progredindo a passos largos, sem, no entanto deixar de lado a sua principal característica que a fez conquistar tantos desbravadores: o clima acolhedor. Este, inclusive, como um dos motivos da permanência de vários visitantes, que se tornaram moradores. As pessoas com problemas de saúde encontravam aqui todas as condições favoráveis para o seu pronto restabelecimento. Hoje, além do clima acolhedor, conserva também o dom de receber bem todos que nela se aportam, dando-lhes condições de sobrevivência e uma vida tranquila.

Turismo

Praia do Baixio.
Na Costa dos Coqueiros, a Praia do Baixio é uma pequena vila de pescadores onde é possível fazer longas caminhadas por sua imensa extensão e cavalgar tranquilamente por entre as dunas. É lá que ficam também as lagoas do Mamucabo, Verde e Azul, parte da Unidade de Conservação do Litoral Norte da Bahia. Em algumas épocas do ano é possível as tartarugas que chegam para a desova.

O tom esverdeado do mar levemente agitado convida ao banho e os quiosques há uma bela preguiça após petiscos à base de frutos do mar e cerveja bem gelada. Para quem quer ainda mais sossego a dica é ir para a barra, onde o rio encontra o mar. Passeios de barco completam a visita a essa bela praia.

Letra do Hino

Oh Esplanada que alegria!
O mundo reconhece seu valor
A mais querida da Bahia
Um povo cheio de amor

Oh Esplanada que alegria!
Cantar em versos seu esplendor
Terra tão linda e abençoada
Pelo Cristo Redentor

Cedinho depois das estrelas
Antes do Sol nascer
Esplanada com seu povo se levanta e canta
Fazendo o futuro acontecer

Canta, canta Esplanda, canta
Que a alegria e
A esperança é tanta
Todo mundo vem te admirar

A beleza das lagoas
Suas prais, o seu mar,
O teu clima tão gostoso
Faz o teu povo cantar!

(Refrão)
Eu amo Esplanada, eu amo Esplanada
Esplanada minha vida, meu amor
Eu amo Esplanada, eu amo Esplanada
Abençoada pelo Cristo Redentor

Eu amo Esplanada, eu amo Esplanada
Abençoada pelo Cristo Redentor
Eu amo Esplanada, eu amo Esplanada
A minha terra, a minha vida, meu amor!

No brilho do Sol
Apitava o trem
Trazendo os Capuchinhos
pra fazer o bem (2x)

O teu solo generoso
Tudo que se planta dá
Pecuária, agricultura
Tem lavoura, tem fartura,
Tem petróleo a jorrar

Cantarei seu nome
Aonde quer que eu vá
Esplanada minha terra
Sempre, sempre irei te amar.

(Refrão)
Eu amo Esplanada, eu amo Esplanada
Esplanada minha vida, meu amor
Eu amo Esplanada, eu amo Esplanada
Abençoada pelo Cristo Redentor

Eu amo Esplanada, eu amo Esplanada
Abençoada pelo Cristo Redentor
Eu amo Esplanada, eu amo Esplanada
A minha terra, a minha vida, meu amor!

Letra: Aldemir da Cruz
Música: Chocolate da Bahia

Áudio do Hino